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Experiência com a pedra filosofal

 1ª Experiência com a pedra filosofal


    03/2013 - aos 20 anos

    Foi totalmente involuntário, por intervenção Divina que guiou meus passos sem que eu soubesse o que estava fazendo. Durou cerca de 10 dias no laboratório, a intensidade foi grande, eu não dormia nem comia, tamanha era a operação. “Quem quer que se aproxime da Arte já está fascinado pelo segredo, já o percebe claramente ou o pressente ou até já é escolhido e predestinado por Deus” (o iniciado por Deus nestes mistérios rejeita todas as preocupações insignificantes tais como o comer e o vestir, sentindo-se como se tivesse renascido).

    Uma crise se antecedeu a isto (a dificuldade e as aflições encontradas no início da obra coincidem outra vez com a nigredo), e posteriormente ao trabalho tive uma crise profunda de 1 hora apenas e aí meu espírito se arrebatou totalmente e eu acessei a fonte e recebi uma missão e espécie de dom. Nesta parte a duração foi de 10 ou 15 dias.

    Eu comecei a ver o Universo inteiro em todos os lugares. O tempo deixou de existir. Eu tinha mais energia do que já tivera em toda a minha vida. Me amava como nunca me amei, amava tudo ao meu redor na mesma medida que me amava. Eu já não tinha mais pecados, nem culpa, nem medo. Minha imaginação era infinita assim como minha confiança. Me comunicava com os animais e a natureza. Tudo ao meu redor era Belo como o paraíso celeste. Eu conseguia ler pensamentos. Via olhos em todos os lugares. Tive uma saída do corpo na qual entrava em vários olhos verdes, e de cada olho verde saia uma informação diferente, até que eu consegui ter a informação de como todo o Universo funcionava, era algo extremamente simples e maravilhoso, no entanto ao voltar para o corpo não conseguia expressar através da linguagem o que havia experimentado.


Tentativas falhas


    Entre 06/2013 e 06/2016

    ​Teria eu trabalhado cerca de 4 vezes no laboratório, todas falharam por erros técnicos e, quando não, por falta da Graça de Deus, pois somente ele pode dar o resultado final para o artifex inteligente. Porém, em uma delas eu teria conseguido se não fossem as interrupções diárias que eu tinha devido a um trabalho em uma empresa, que fazia com que o isolamento fosse rompido e o convívio social estabelecido, alimentando o ego e me impedindo de entrar nas fases alquímicas.


No isolamento: 2ª experiência com a pedra filosofal


    Entre 03/2017 e 08/2017


    05/2017 - aos 25 anos

    Pude dispor do isolamento necessário, eu tive crises e passei enormes dificuldades. Eu tive que lidar com os meus medos, passei fome e fui tentado pelo demônio da minha mente, que queria a todo custo que eu retornasse ao meu lar para não tentar passar pela iluminação. Além disso, todas as coisas ruins que me atormentavam vinham à tona, eu morria de medo do lugar inóspito em que me encontrava e só Deus sabe todas as dificuldades que eu passei!

    Meus 2 primeiros meses isolado reservei para o estudo das obras filosóficas (fase teórica). Então comecei a fazer a  técnica da imaginação ativa no laboratório (fase prática). Passei cerca de 8 dias trabalhando e em alguns eu praticamente não dormi e tive pouca fome.


    Deus começou a falar comigo por meio de sinais... Comecei a compreender como a natureza funciona, a falar com os ventos, com as aves, com os insetos e com o céu. Comecei a ver geometrias na matéria e a acessar o Uno. No auge, vi minhas mãos pulsarem como os corações.
    Até que, enfim, alcancei a fase da putrefação, e, por medo, já que ela leva à morte temporária do corpo, tomei uma das piores atitudes da minha vida e da qual talvez eu me arrependa até o fim de meus tempos, fiz uma técnica para voltar e quebrar o processo. Assim, não passei da putrefação e não renasci completamente! ​Foi durante a noite, enquanto eu dormia e sonhava, bem como afirmou Paracelso, ao dizer que essa arte é iniciada em sonho.

    Eu sonhei com minha alma, ela disse que me esperava faz muito tempo, e então eu fui atrás de me casar com ela (Albedo).


    Após o casamento de meu corpo com minha alma, eu comecei a sentir que estava morrendo, meu coração parando e eu parando de respirar. Não conseguia me mover. Então eu vi uma janela aberta e uma luz forte e dourada saindo do centro de minha testa. Senti que meu espírito estava saindo por esta janela. No desespero de não querer morrer, comecei a mover apenas o dedo da mão, assim eu sabia que iria voltar da catalepsia projetiva.

    Neste momento uma voz falou: “Preste atenção, este é um segredo muito oculto! Não se pode brincar com isso!”.

    A pedra estava em minhas mãos e eu a joguei fora! O processo foi se enfraquecendo, escrevo isto 2 dias depois deste acontecimento, tenho fé que ainda pode vir a Graça de Deus, agora não terei medo, antes me faltava conhecimento. Se nada acontecer tornarei a trabalhar no laboratório novamente.

    Em meio ao processo, conversei abertamente com minha alma...


Pormenores (05/2017)

    Nas 2 experiências houve o sentimento de Unidade,  porém,  na  segunda foi menos intenso, tudo não passou de alguns dias. A intensidade foi menor. Todavia, na segunda eu recebia sinais de Deus de maneira clara e de modo que é difícil lhes explicar: “Pois isto pertence àquele que percebe e conhece interiormente”.

    Nesta última experiência, após eu desistir da putrefação, que me levaria ao renascimento, eu fui lá fora e diante da paisagem presenciei um grilo dando à luz. Eu estava pálido, com muito frio e muito angustiado. Em ambas as experiências tudo terminou após uma leve hora de sono, pela qual,  em ambas, recebi a informação de como o Universo funciona. Mas, em ambas eu não pude reter as informações na carne, apenas a essência. Esse parece, ao meu ver, o sinal de que a experiência chegou ao fim...


Putrefação!

    17/06/2017: 2ª Vez, 2ª Desistência do Processo


    Realmente  esta  deve  ser  mesmo  a  primeira  fase da “Opus”, pois a única coisa que senti nesses dias foi melancolia. Faíscas de luz apareciam de vez em quando e tinha sonhos vivos, porém acordei no meio de um sonho extremamente profundo, eu estava na fase de putrefação, meu corpo começou a ficar rígido, eu comecei a morrer, senti um zumbido extremamente forte no ouvido, mas novamente eu tive medo e cancelei o processo.

    Só quem passa por isso sabe como é ruim, você definitivamente se vê crucificado como Cristo na Cruz. Não existe luz sem dor, essa Arte exige o homem inteiro.

    ​Não  é  como  uma paralisia do sono ou catalepsia projetiva, é a morte do corpo e o arrebatamento do espírito para as 7 esferas, não é projeção astral, isso está longe de ser projeção, é algo extremamente intenso, um segredo guardado entre os sábios e profetas, é a morte e a ressurreição. Agora eu sei pelo que os santos tem que passar; preciso de mais fé e força, continuarei orando e pedindo para Deus uma nova chance de entrar na porta estreita da sabedoria Divina...



Putrefação

    26/06/2017 - Desistência no meio da Albedo

    Cheguei mais longe pelo amor que Jesus Cristo e nosso Pai têm por mim e sua infinita misericórdia. Depois de eu errar tanto, Ele continua me guiando e me levando cada vez mais longe diante de minha fé. Quase passei da albedo (corpo casado com a alma) e vi as lindas escadas douradas (escada de Jacó)... O que se precisa é de oração e fé; nunca perder a atenção de vista ou o líquido do vaso começa a vazar, é perigoso.


    Precisa estar vigilante na subida, para que não tenha seu corpo dilacerado e caia na loucura, pois os alquimistas diziam: “muitos se perderam com esta pedra”. Logo colocarei a  Bíblia  em minhas  mãos e  Deus me chamará com a trombeta altissonante e fará com que se encerre de vez o odor de meu corpo, aplicará as chagas em minhas mãos e pés e enternecerá meu coração, dizendo:

    “Venha, meu amado... Reúna-se com a rainha e venha receber o tesouro, pois colocarei em você asas vermelhas sobre seu vendaval”.


Putrefação

    02/07/2017 - desistência

    Primeiro vem o medo e a taquicardia, depois com  oração e fé vem a calmaria, o branco (Albedo). Depois do branco é a pior parte, dessa eu não consigo passar. É a putrefação. Talvez eu sucumba à loucura. Enfim, não tenho mais a mesma fé de antes. Estes sinais  que escuto  e vejo em  todos os lugares são coincidência demais, porém, temo que esteja ficando louco. Meus dedos mindinho e anelar se fecham como um prego em minha mão. Meus pés se enrijecem  como se estivessem pregados e meu coração sangra em uma batida que arde e explode. Enfim, todos os sinais, e eu ainda não tenho fé.

    Chega um momento em que eu já quase não consigo mexer o corpo e meu espírito vai subindo, se você não se concentra e quebra o processo, você vai literalmente morrer e se ver em um purgatório, mas no fim você nunca morre de verdade. Quando volta seu corpo está branco e seu coração quase parado. Já quebrei o processo várias vezes,  em um período contínuo. Não posso mais prosseguir com isso, estou muito desgastado. Se eu morrer quero deixar claro que morri buscando a verdade da vida e me apoiando em minha fé em Deus. Tive uma visão, em transe, em que estava branco  e flutuando em  cima do  globo e  pedia perdão pelos pecados meus e de todos do Planeta Terra.

                                                     

Última putrefação

    31/07/2017

    Fui  pego  de  surpresa  no  crepúsculo,  não  tive  medo  e  nem  desisti pois o processo já estava com meio caminho andado. Seria a Putrefação Alquímica o mesmo que Catalepsia? Na putrefação paro de respirar e meu coração vai parando. Perdi a lucidez e tive sonhos no estado REM dessa vez...


Fim de uma experiência laboratorial alquímica|

    Diferente  daquela dos 20 anos, esta, sendo  menos forte, me fez ver as  comunicações por  sinais. Deus falava comigo por todos os lugares. Eu não via olhos em todos os lugares, mas sim teias neurais que se interconectam. Os alquimistas conheciam isso como “Teia dos alquimistas”, uma outra referência à Unidade, significando que alcancei a mesma com sucesso.

    Em determinado  momento  eu  pude  ver  Deus em todos os lugares, e até disse para mim mesmo : “Deus é um artista!” , em outro momento eu disse: “Deus é um mente aberta!”. Pois eu via a luz da natureza como ela realmente era... 

    Somente quem percorre o caminho difícil da iluminação e passa por todas as tribulações da alma pode conseguir uma fagulha da luz de Deus. Pois em determinado momento do meu isolamento eu tive que lidar com meus medos.

    “O Deus da morte amarra uma corda em teu pescoço  e  te  arrasta  em todos os sentidos, decepa-te a cabeça, arranca-te o coração, extrai-te os intestinos, lambe o teu cérebro e chupa o teu sangue, come as tuas carnes e rói os teus ossos; mas és incapaz de morrer. Mesmo partido em pedaços, teu corpo se recupera. Esse estraçalhamento repetido causa-te dores e tormentos pavorosos”.   

    Não há vida nova que possa surgir, diziam os alquimistas, sem que antes morra a velha. Isso se assemelha à atividade do semeador que introduz a semente do trigo na terra, onde ela morre, para despertar para uma vida nova. Imitam, portanto, a obra da natureza.

    ​Como podem ver, meu motivo para me isolar era alcançar a mesma iluminação pela qual passei aos 20 anos, pois essa experiência é inenarrável. O alquimista, uma vez com a pedra filosofal, nunca mais deseja saber de outra coisa, a não ser alcançá-la novamente!


    Porém,  no início,  uma espécie de  “CAOS”  alquímico  me atormentava. Eu ouvia vozes dentro da minha cabeça que algumas vezes me ajudavam e outras me atrapalhavam. Os alquimistas diziam:

    “O mercúrio é traiçoeiro, hora ele lhe ajuda e hora ele lhe atrapalha”.

    Essa confusão em minha mente foi responsável por me causar o desentendimento sobre qual fase alquímica eu estava passando nesse ou naquele momento.

    Porém, o mais  importante  foi que em meio à natureza eu consegui compreender os seus fenômenos, e até compenetrar na linguagem irracional da mesma, conversando com Deus por sinais, eu via o mesmo em todos os lugares. O meu “EU”, que se alimenta de meio social, já não existia mais, só o que existia era UNIDADE, eu era tudo, e via a Infinita Beleza do Criador em todas as partículas da matéria.


    “De nada adianta fazer segredo das palavras dos filósofos onde está em ação a ciência do Espírito Santo.”

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